From f79e6a48a19ef79d1b2368acadecd07ea309dcc5 Mon Sep 17 00:00:00 2001
From: Vini Sousa <101301034+FLAIR7@users.noreply.github.com>
Date: Thu, 18 Aug 2022 13:10:25 -0300
Subject: [PATCH] =?UTF-8?q?=F0=9F=8C=90=20Add=20Portuguese=20translation?=
=?UTF-8?q?=20for=20`docs/pt/docs/tutorial/security/first-steps.md`=20(#49?=
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Co-authored-by: pre-commit-ci[bot] <66853113+pre-commit-ci[bot]@users.noreply.github.com>
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docs/pt/docs/tutorial/security/first-steps.md | 181 ++++++++++++++++++
1 file changed, 181 insertions(+)
create mode 100644 docs/pt/docs/tutorial/security/first-steps.md
diff --git a/docs/pt/docs/tutorial/security/first-steps.md b/docs/pt/docs/tutorial/security/first-steps.md
new file mode 100644
index 000000000..ed07d1c96
--- /dev/null
+++ b/docs/pt/docs/tutorial/security/first-steps.md
@@ -0,0 +1,181 @@
+# Segurança - Primeiros Passos
+
+Vamos imaginar que você tem a sua API **backend** em algum domínio.
+
+E você tem um **frontend** em outro domínio ou em um path diferente no mesmo domínio (ou em uma aplicação mobile).
+
+E você quer uma maneira de o frontend autenticar o backend, usando um **username** e **senha**.
+
+Nós podemos usar o **OAuth2** junto com o **FastAPI**.
+
+Mas, vamos poupar-lhe o tempo de ler toda a especificação apenas para achar as pequenas informações que você precisa.
+
+Vamos usar as ferramentas fornecidas pela **FastAPI** para lidar com segurança.
+
+## Como Parece
+
+Vamos primeiro usar o código e ver como funciona, e depois voltaremos para entender o que está acontecendo.
+
+## Crie um `main.py`
+Copie o exemplo em um arquivo `main.py`:
+
+```Python
+{!../../../docs_src/security/tutorial001.py!}
+```
+
+## Execute-o
+
+!!! informação
+ Primeiro, instale `python-multipart`.
+
+ Ex: `pip install python-multipart`.
+
+ Isso ocorre porque o **OAuth2** usa "dados de um formulário" para mandar o **username** e **senha**.
+
+Execute esse exemplo com:
+
+
+
+```console
+$ uvicorn main:app --reload
+
+INFO: Uvicorn running on http://127.0.0.1:8000 (Press CTRL+C to quit)
+```
+
+
+
+## Verifique-o
+
+Vá até a documentação interativa em: http://127.0.0.1:8000/docs.
+
+Você verá algo deste tipo:
+
+
+
+!!! marque o "botão de Autorizar!"
+ Você já tem um novo "botão de autorizar!".
+
+ E seu *path operation* tem um pequeno cadeado no canto superior direito que você pode clicar.
+
+E se você clicar, você terá um pequeno formulário de autorização para digitar o `username` e `senha` (e outros campos opcionais):
+
+
+
+!!! nota
+ Não importa o que você digita no formulário, não vai funcionar ainda. Mas nós vamos chegar lá.
+
+Claro que este não é o frontend para os usuários finais, mas é uma ótima ferramenta automática para documentar interativamente toda sua API.
+
+Pode ser usado pelo time de frontend (que pode ser você no caso).
+
+Pode ser usado por aplicações e sistemas third party (de terceiros).
+
+E também pode ser usada por você mesmo, para debugar, checar e testar a mesma aplicação.
+
+## O Fluxo da `senha`
+
+Agora vamos voltar um pouco e entender o que é isso tudo.
+
+O "fluxo" da `senha` é um dos caminhos ("fluxos") definidos no OAuth2, para lidar com a segurança e autenticação.
+
+OAuth2 foi projetado para que o backend ou a API pudesse ser independente do servidor que autentica o usuário.
+
+Mas nesse caso, a mesma aplicação **FastAPI** irá lidar com a API e a autenticação.
+
+Então, vamos rever de um ponto de vista simplificado:
+
+* O usuário digita o `username` e a `senha` no frontend e aperta `Enter`.
+* O frontend (rodando no browser do usuário) manda o `username` e a `senha` para uma URL específica na sua API (declarada com `tokenUrl="token"`).
+* A API checa aquele `username` e `senha`, e responde com um "token" (nós não implementamos nada disso ainda).
+ * Um "token" é apenas uma string com algum conteúdo que nós podemos utilizar mais tarde para verificar o usuário.
+ * Normalmente, um token é definido para expirar depois de um tempo.
+ * Então, o usuário terá que se logar de novo depois de um tempo.
+ * E se o token for roubado, o risco é menor. Não é como se fosse uma chave permanente que vai funcionar para sempre (na maioria dos casos).
+ * O frontend armazena aquele token temporariamente em algum lugar.
+ * O usuário clica no frontend para ir à outra seção daquele frontend do aplicativo web.
+ * O frontend precisa buscar mais dados daquela API.
+ * Mas precisa de autenticação para aquele endpoint em específico.
+ * Então, para autenticar com nossa API, ele manda um header de `Autorização` com o valor `Bearer` mais o token.
+ * Se o token contém `foobar`, o conteúdo do header de `Autorização` será: `Bearer foobar`.
+
+## **FastAPI**'s `OAuth2PasswordBearer`
+
+**FastAPI** fornece várias ferramentas, em diferentes níveis de abstração, para implementar esses recursos de segurança.
+
+Neste exemplo, nós vamos usar o **OAuth2** com o fluxo de **Senha**, usando um token **Bearer**. Fazemos isso usando a classe `OAuth2PasswordBearer`.
+
+!!! informação
+ Um token "bearer" não é a única opção.
+
+ Mas é a melhor no nosso caso.
+
+ E talvez seja a melhor para a maioria dos casos, a não ser que você seja um especialista em OAuth2 e saiba exatamente o porquê de existir outras opções que se adequam melhor às suas necessidades.
+
+ Nesse caso, **FastAPI** também fornece as ferramentas para construir.
+
+Quando nós criamos uma instância da classe `OAuth2PasswordBearer`, nós passamos pelo parâmetro `tokenUrl` Esse parâmetro contém a URL que o client (o frontend rodando no browser do usuário) vai usar para mandar o `username` e `senha` para obter um token.
+
+```Python hl_lines="6"
+{!../../../docs_src/security/tutorial001.py!}
+```
+
+!!! dica
+ Esse `tokenUrl="token"` se refere a uma URL relativa que nós não criamos ainda. Como é uma URL relativa, é equivalente a `./token`.
+
+ Porque estamos usando uma URL relativa, se sua API estava localizada em `https://example.com/`, então irá referir-se à `https://example.com/token`. Mas se sua API estava localizada em `https://example.com/api/v1/`, então irá referir-se à `https://example.com/api/v1/token`.
+
+ Usar uma URL relativa é importante para garantir que sua aplicação continue funcionando, mesmo em um uso avançado tipo [Atrás de um Proxy](../../advanced/behind-a-proxy.md){.internal-link target=_blank}.
+
+Esse parâmetro não cria um endpoint / *path operation*, mas declara que a URL `/token` vai ser aquela que o client deve usar para obter o token. Essa informação é usada no OpenAPI, e depois na API Interativa de documentação de sistemas.
+
+Em breve também criaremos o atual path operation.
+
+!!! informação
+ Se você é um "Pythonista" muito rigoroso, você pode não gostar do estilo do nome do parâmetro `tokenUrl` em vez de `token_url`.
+
+ Isso ocorre porque está utilizando o mesmo nome que está nas especificações do OpenAPI. Então, se você precisa investigar mais sobre qualquer um desses esquemas de segurança, você pode simplesmente copiar e colar para encontrar mais informações sobre isso.
+
+A variável `oauth2_scheme` é um instância de `OAuth2PasswordBearer`, mas também é um "callable".
+
+Pode ser chamada de:
+
+```Python
+oauth2_scheme(some, parameters)
+```
+
+Então, pode ser usado com `Depends`.
+
+## Use-o
+
+Agora você pode passar aquele `oauth2_scheme` em uma dependência com `Depends`.
+
+```Python hl_lines="10"
+{!../../../docs_src/security/tutorial001.py!}
+```
+
+Esse dependência vai fornecer uma `str` que é atribuído ao parâmetro `token da *função do path operation*
+
+A **FastAPI** saberá que pode usar essa dependência para definir um "esquema de segurança" no esquema da OpenAPI (e na documentação da API automática).
+
+!!! informação "Detalhes técnicos"
+ **FastAPI** saberá que pode usar a classe `OAuth2PasswordBearer` (declarada na dependência) para definir o esquema de segurança na OpenAPI porque herda de `fastapi.security.oauth2.OAuth2`, que por sua vez herda de `fastapi.security.base.Securitybase`.
+
+ Todos os utilitários de segurança que se integram com OpenAPI (e na documentação da API automática) herdam de `SecurityBase`, é assim que **FastAPI** pode saber como integrá-los no OpenAPI.
+
+## O que ele faz
+
+Ele irá e olhará na requisição para aquele header de `Autorização`, verificará se o valor é `Bearer` mais algum token, e vai retornar o token como uma `str`
+
+Se ele não ver o header de `Autorização` ou o valor não tem um token `Bearer`, vai responder com um código de erro 401 (`UNAUTHORIZED`) diretamente.
+
+Você nem precisa verificar se o token existe para retornar um erro. Você pode ter certeza de que se a sua função for executada, ela terá um `str` nesse token.
+
+Você já pode experimentar na documentação interativa:
+
+
+
+Não estamos verificando a validade do token ainda, mas isso já é um começo
+
+## Recapitulando
+
+Então, em apenas 3 ou 4 linhas extras, você já tem alguma forma primitiva de segurança.